ARQUITETURA

VITRALISMO DE BRASÍLIA

Marianne Peretti, a artista que deixou sua marca criativa na arquitetura da capital

 

Nos vitrais da Catedral Metropolitana, Peretti recria a abóboda celeste em uma dinâmica explosão de verdes e azuis que filtram a luz durante o dia e recriam um paraíso aquático e misterioso durante a noite. É inegável a semelhança com a obra de contemporâneos como a do paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx, que também utilizava formas dinâmicas em uma sucessão de planos coloridos. 


07.04.17 – Por Laila Mackenzie
Fotos: Divulgação


Brasília tem entre seus notáveis pioneiros criadores apenas uma mulher – a escultora e vitralista Marianne Peretti. Filha de mãe francesa e pai pernambucano, essa inventiva artista moderna integrou a equipe de Oscar Niemeyer e assinou obras emblemáticas na capital Federal como os vitrais da catedral metropolitana, do Palácio do Jaburu, Superior Tribunal Federal e Memorial JK. Filha de mãe francesa e pai pernambucano, essa inventiva artista moderna integrou a equipe de Oscar Niemeyer e assinou obras emblemáticas na capital Federal como os vitrais da catedral metropolitana, do Palácio do Jaburu, Superior Tribunal Federal e Memorial JK. Vitrais da Catedral de Brasília.


A artista, que é nascida em Paris, vive no Brasil desde 1953 e possui produções em arquitetura, ambientação, escultura, vitrais, ilustrações de livros e desenhos. Sua obra principal, no entanto, está ligada à arquitetura de Oscar Niemeyer que foi onde atingiu maiores proporções em tamanho e expressividade. Sua inspiração é claramente relacionada aos mestres da arte moderna internacional como Picasso e Matisse, com obras figurativas que transitam no limite com o abstrato.

 

Em sua obra “Rio Araguaia”, situada no salão verde da Câmara dos Deputados, fica bastante clara a sua proposta plástica, onde o material é utilizado em seu máximo potencial expressivo, num belo jogo de transparências que simulam e transportam o observador para o universo onírico da artista.

 

A obra de Peretti foi exaltada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, como inventiva e incansável, sempre em busca do novo. No vitral do memorial JK, por exemplo, a artista cria um ambiente intimista e acolhedor com a proposição de cores quentes em nuances de vermelho em uma temática figurativa cristã de linhas fluídas. 

 

Já para o palácio do Jaburu, a artista propôs uma temática abstrata em linhas orgânicas, dando maior ênfase aos elementos de sustentação dos caixilhos do vidro. As cores utilizadas foram principalmente tons de azul e a transparência do branco. 

 

Em seu trabalho de escultura, Peretti possui obras de extrema beleza plástica como “O pássaro”, em bronze, localizada no hall da sala Villa Lobos do Teatro Nacional, e outra com o mesmo tema situada na Câmara dos Deputados, em metal laqueado, que se destaca sobre o fundo de azulejos de Athos Bulcão.

 

 

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